Strange fruit
Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.
Pastoral scene of the gallant south,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.
Here is fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.
Fruta Estranha
Árvores do sul produzem uma fruta estranha,
Sangue nas folhas e sangue nas raízes,
Corpos negros balançando na brisa do sul,
Frutas estranhas penduradas nos álamos.
Cena pastoril do valente sul,
Os olhos inchados e a boca torcida,
Perfume de magnólias, doce e fresca,
Então o repentino cheiro de carne queimando.
Aqui está a fruta para os corvos arrancarem,
Para a chuva recolher, para o vento sugar,
Par o sol apodrecer, para as árvores derrubarem,
Aqui está a estranha e amarga colheita.
***
As colonizações ainda mostram atualmente o que foram. Como isso é no Brasil?
Por que o “branco” é dominante e tenta nos submeter? Contra o essencialismo branco; a favor das múltiplas possibilidades de viver. Ser negr@ (negra e negro) é uma das nossas possibilidades de viver. Pela igualdade de salários, acesso aos bens públicos e privados, por respeito nas entradas simbólicas da sociedade! O racismo não está somente na fala; está também no pensamento. Só se fala com o pensamento e só se pensa com a fala.
Fontes: Letras Terra 1 e Letras Terra 2

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