O Blog do Centro de Humanidades Médicas da Universidade de Durham (Inglaterra) divulgou a realização da Conferência sobre Daniel Paul Schreber (1842-1911) na cidade de Pirna (Alemanha), perto de Dresden, no Castelo Sonnenstein, entre os dias 13 e 15 de abril de 2011.
O que significa o Castelo Sonnenstein, inaugurado em 1811, pode ser conferido na Wikipédia.
Schreber esteve internado por anos a fio num Hospital Psiquiátrico que ficava em Sonnenstein.
Por que estudar o que representa Daniel Paul Schreber para a ciência? Porque ele é um caso paradigmático para a psicanálise e, desde então, para uma gama de campos de estudos culturais, tais como os estudos judaicos e os estudos queer.
Estiveram na conferência os principais nomes que pensam Schreber: Friedrich Kittler, Eric Santner e Zvi Lothane (considerado atualmente a autoridade máxima nesse campo). Esteve também o autor deste Blog, Augusto César Francisco, representante brasileiro e da UNESP (doutorando), graças à bolsa de Doutorado Sanduíche da Capes. A sua pesquisa tem como hipótese que a relação entre o real e a realidade social – relação esta proposta pela teoria da construção crítica, de Alípio de Sousa / UFRN – desempenhou um papel importante para a luta por reconhecimento de Daniel Paul Schreber no âmbito da produção autobiográfica. O modelo de análise de autobiografia é pensado a partir do artigo de Wiebke Lohfeld / Universidade de Mainz.
O Blog do Centro de Humanidades Médicas, por meio da expositora Angela Woods, divulgou os seguintes comentários e a foto:
“I was lucky enough to attend an extraordinary conference over the break entitled: ‘Daniel Paul Schreber centenary – 200 years of Sonnenstein: The Modern Experience and the Performance of Paranoia.’ The full report appears here on H-Madness, the history of psychiatry blog. Here are some additional photos [com créditos para Anton Pluschke e Angela Woods]:
Participants in the Schreber Conference, April 15 2011. Photo: Anton Pluschke”
Para os interessados no conteúdo da Conferência sobre Schreber, conferir no Blog H-Madnes, em artigo de Ângela Woods.